Há uma cliente. Depois há o marido dessa cliente, que nunca vi, e que parece estar sempre em casa, mais propriamente no sofá, à espera que a mulher lhe telefone do quiosque a informá-lo das novidades em matéria de dvd's. Depois há o pormenor do homem ser surdo que nem uma porta. E depois há a alternativa de a mulher ter o volume do telemóvel no mínimo, o que a obriga a berrar como o Jesus berra quando o César Peixoto engraça com uma miúda da 1ª fila enquanto o Coentrão faz de Coentrão e Peixoto num só, durante um contra ataque adversário. E depois os títulos dos filmes vão saindo em catadupa pelo telemóvel dentro, por entre várias rajadas de cuspidelas e pedaços de bolo de arroz. "CÂMARA INDISCRETA!", "TIGERLAND!", "ALGUÉM TEM QUE CEDER!", "AS BRUXAS DE SHLEM!" (repetir tudo 3 vezes; o homem é surdo, estamos entendidos?).
Certo dia chegou este ao quiosque, e foi uma galhofa num raio de 100 metros.

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