Segunda-feira, 17 de Novembro de 2008
O jornal Sol publicava, há dois sábados atrás, na primeira página, que as vendas da semana anterior teriam superado as expectativas, e por esse facto pedia desculpas aos leitores habituais pela dificuldade que estes teriam sentido em encontrar o jornal na banca habitual. Coincidência ou não, nessa semana, eu e vários concorrentes recebemos bem menos exemplares do Sol que nas semanas anteriores. Ou seja, a matemática diz-nos que mesmo que se esgote a edição em banca isso não implica necessariamente que se tenham vendido mais exemplares, como nos querem atirar na primeira página do Sol. Terá havido, isso sim, um ajuste à tiragem face à procura registada nas semanas anteriores.
A coisa poderá ter pouca importância. Talvez. Mas a conclusão que eu tiro é que as mesmas pessoas que criticam - justamente - a adulteração dos resultados escolares apresentados pelo governo e a política propagandista de Sócrates e companhia, são as mesmas que utilizam tácticas semelhantes quando se trata de defender e promover o seu produto.
Nem é preciso passar os olhos pela dita capa do jornal Sol. O exemplo chega-nos através de todos os jornais sempre que saem os resultados trimestrais das suas vendas.