Encontraram o homem mais procurado do mundo. Assim de repente, isso significa que o 2º homem mais procurado do mundo passou para primeiro da lista e estará nesta altura com as orelhas bem quentes. Ficámos também a saber que ocupar os lugares cimeiros da lista dos homens mais procurados do mundo (engraçado… que a minha lista só tem mulheres) pode originar não só o risco de se ser encontrado, como também de se levar com um balázio no meio da testa. Se a lista fosse feita em Portugal, dividiríamos a mesma em duas: a dos mais procurados, que se querem apenas encontrados, e a dos mais procurados, com risco de levar um balázio. Esta última seria depois subdividida em várias outras listas, consoante a necessidade do órgão a atingir: testa para Bin Laden’s e sua família, joelho para Sócrates e seus boys. Mas já nos estamos a afastar do propósito que nos trouxe até aqui.
A desilusão de toda este desenlace está no facto de um tipo acordar cedo de manhã, beber o seu leitinho com nesquik ao mesmo tempo que pensa “por amor de Alá, já passaram 9 anos e meio e não há maneira de encontrarem aquele sujeito”, e chegar ao café e dar conta que o sujeito não só foi encontrado, como cabeceou uma bala perdida e já se encontra inclusivamente nas profundezas de um qualquer oceano, ao mesmo tempo que passam imagens de uns indivíduos que festejam nas ruas como se tivessem vencido pela primeira vez o campeonato interestadual de tiro ao alvo.
Está bem que o sujeito é que começou primeiro e tal, a infância não deve ter sido fácil, ter que partilhar a atenção com 39 irmãos, provavelmente teve más companhias na escola, sei lá, às tantas o homem quando sugeriu “oh Mohamed, e se atirássemos com 2 aviões contra as torres de nova iorque?” estava só no gozo, ele tinha um humor apurado, diz-se…
Mas caramba, pá, o filme estava a meio. Isto dava para encher chouriços até ao final da vindima (provérbio meu). Nos filmes feitos por eles, os américas capturam o sujeito bem vivinho da silva. Encostam o gajo à parede com uma de 3 canos a pressionar o gargantil e gritam “Praquéque fizeste aquilo, meu?? Aquilo teve algum jeito, aquilo que fizestes?? Ãh??”. E depois o gajo não se descose à primeira, faz-se de inocente. “Tás a falar de quê, pá?? Da cena das torres?? Achas?? Pleaaaase… Respeita-me, man. Estou aqui na mansão há bué, sem tv nem net, tenho 7 mulheres para cuidar, achas que tenho tempo para essas merdas?... Atina, meu!”. Depois levam o sujeito para o interrogatório, há um mundo inteiro sedento de novidades, cruzam-se conspirações, teorias e contra-informações, marca-se o julgamento, há uma tentativa de fuga que ao início é bem sucedida e se prolonga por vários dias, o sujeito é recapturado e desta vez tem mazelas incríveis espalhadas pelo corpo, é condenado a 575 anos de prisão e também à morte (estão a ver, tudo isto obedece a uma sequência lógica, não é preciso chegar lá e toma lá um balázio na testa e assunto encerrado), leva porrada na prisão, quase sucumbe a uma pneumonia, escreve 3 livros, dá 1001 entrevistas, até que chega o seu último dia e o espectáculo é filmado em directo para o mundo inteiro.
Assim é que se fazem as coisas, caramba!! Respeito, pá! Estamos no século do directo, da guerra em directo, do 11 de Setembro em directo, do Big Brother em directo, do Bom dia Portugal em directo, do livre directo do Ronaldo…
“Yes, we can, yes we can…”. Yes, we can o caraças!! Yes we can, mas e o enternainment, pá? O entertainment, onde é que ele fica, ãh?
Vá, vão lá. Vão lá ver quem é o segundo gajo da lista e façam as coisas como deve ser.
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