Apesar de ter isto bem formado na minha cabeça - tirando a parte do “como é que vou ligar isto ao quiosque” - desconfio que o texto que se segue vai demorar algum tempo a escrever e já vão perceber porquê. É possível que entre este parágrafo e o último rolem no mínimo 45 minutos, isto se entretanto não me der na mona estender os costados no belo sofá que se encontra neste momento à minha esquerda. Bem, mas isto é algo que ninguém vai notar, e é uma das coisas boas da actividade do postanço.
Ora bem, faz hoje duas semanas que me convidaram a participar num torneio de basket de verão. Cedo percebi que esta chamada significaria transformar uma equipa “perfeitamente medíocre” numa outra “perfeitamente medíocre mas com mais um gajo”. Se o cenário já não era famoso, ficou ainda mais negro quando foi decidido dividir a “equipa perfeitamente medíocre” em duas, dado o excesso de contingente. Ficou-se então com uma “equipa perfeitamente medíocre” e uma “equipa ridiculamente medíocre”, na qual fui incluído.
O plano seguinte passava por fazer um treino de conjunto entre as duas equipas – como se isso fosse possível - , antes do início do torneio. Chegado o dia, 10 minutos antes dirijo-me ao museu da sapatilha, e lá estavam elas, a hibernar desde 2004. Adquiridas há cerca de 12 anos atrás, no meu último ano da carreira – abruptamente terminada porque o treinador pensava que percebia mais daquilo do que eu, mas que hoje me convenço que afinal se deveu ao facto de os dirigentes pensarem que percebiam mais daquilo do que eu - apresentavam um aspecto exterior razoável, mas por dentro estavam… estavam… escapa-me agora a palavra certa… estavam… bem, estavam podres, e cada uma se desmembrou ao nível da sola, assim que as calcei, o que me deixou com quatro partes de sapatilha, ou seja dois pares. Vi-me então obrigado a calçar um par alternativo, misto de jogging e power jump, coisa que nunca pratiquei na vida.
Eu sou um gajo com um potencial danado para me aleijar. Durante os quinze anos de carreira basquetebolista, três terão sido passados no estaleiro. Se tivesse jogado futebol, hoje faria com certeza parte do plantel do Benfica, como melhor cliente do departamento médico. Sou menino para torcer um pé enquanto caminho, fazer uma distensão muscular na zona lombar ao pegar nos miúdos ao colo, ou até abrir um lenho nos cornos depois de uma travagem brusca na passadeira. Sim, tudo isto já aconteceu. Agora imaginem o que não me acontece enquanto pratico desporto. Já cometi a proeza de colocar um polegar num ângulo difícil de medir pelo mais sábio dos matemáticos, e fracturar o escafóide em cada um dos pulsos, lesão tão rara que na segunda vez fui eu ajudei o médico a diagnosticá-la.
Pois bem, com umas sapatilhas de jogging nos pés, torcer um pé a jogar basket era uma questão de tempo. No treino safei-me e o saldo foi apenas de um pequeno golpe no nariz, depois de um encontro imediato com a testa do extremo-poste adversário. Lance estranho, mas perfeitamente compreensível para aqueles que conhecem o alcance da minha penca. De qualquer forma, fiquei satisfeito com o comportamento das sapatilhas (não pensem que vou designá-las por ténis; além de ser um termo imensamente foleiro e outra merdas que tal, para mim ténis é aquele desporto que se joga com uma raquete na mão, por gajos avessos ao contacto físico entre espécimes do mesmo sexo). Adiei assim a compra de umas botas novas (tá bem assim, botas?). Burro! Na primeira derrota a sério da “equipa ridiculamente medíocre”, o pé cedeu a um típico entorse, de ligeira gravidade, fruto de um normalíssimo movimento de basket, daqueles que se executam centenas de vezes durante um jogo. Ora, eu sou licenciado em entorse no ligamento anterior do tornozelo esquerdo, pelo que sabia que estava em perfeitas condições de continuar, mesmo sabendo que estava a hipotecar as entregas de jornais da semana seguinte (já está, já fiz a ligação ao tema do blog!). E com grande espírito de sacrifício, lá completei a segunda derrota do dia da “equipa ridiculamente medíocre”. Com um pé às costas.
Decidi-me por umas discretas Nike pretas, naquela que terá sido a transacção mais rápida de sempre na Sports Zone. Besuntei o raio do pé com Reumon Gel e segui directo para a primeira derrota do dia. Cheguei intacto ao final do jogo, sem lesões ou mazelas de qualquer espécie. Apenas se formou uma pequena bolha no dedo mindinho do pé direito, com origem nas botas novas, que rapidamente passou de desprezível a incómodo crescente, momentos antes da segunda derrota do dia. Como isto não estava para mariquices, não mais me lembrei de tal e, obviamente, fui a jogo.
Agora aqui estou eu, com o sofá à minha esquerda e pedir que o monte, com uma batata na palma da pão, junto ao polegar, fruto de uma bruta falta não sancionada, que me impede de fazer correctamente um CTRL C / CTRL V, quanto mais um ALT Tab, com uma negra no “pai de todos” da mesma mão, originada por uma réplica à bruta falta não sancionada, e uma ex-bolha no dedo mindinho do pé direito, que agora se transformou num esfolanço com muito mau aspecto, e que me vai acompanhar nas próximas semanas. E o efeito do Reumon Gel, esse sacana mentiroso, já faz parte da história.
Amanhã tenho nova derrota marcada, pelas 16 e 45. À mesma hora joga-se uma festa de aniversário de crianças. Nem que tivesse uma fractura exposta no cotovelo, não é altura de abandonar a “equipa ridiculamente medíocre”.
Cada vez tenho menos dúvidas que há pessoas que nasceram para fazer história neste quisoque. Durante duas semanas, uma vez por dia, um senhor dos seus 60 anos fez questão de insultar o SG Platina, apelidando-o de SG Placenta. E estava de tal forma convencido que teria havido um mestre do marketing a colocar a palavra placenta num maço de tabaco, que só quando lhe mostrava o SG Platina o homem cedia. Ia embora, não totalmente convencido, para voltar no dia seguinte, com a mesmo certeza: "Um SG Placenta, por favor". Nunca mais o vi por aqui. Ou deixou de fumar ou já deu à luz.
Por falar em dar à luz. Uma senhora já nos seus 50 anos, de estatura média, magra mas não esbelta, de pele bem tratada, brincos vistosos e óculos escuros do chinês, esgueira-se por entre uma Nova Gente e mergulha os olhos sobre as letras miudinhas, tentando verificar o preço. Sem sucesso, atira: "Veja lá o senhor, que eu estou com dores de parto". Pela enorme consideração que tenho pela minha auto-estima, e também devido a uma dor de aguda que de momento me atormenta o dedo mindinho, vou abdicar de descrever o que me passou pela cabeça nos momentos que se seguiram. Refeito do choque, e num fantástico exercício de clareza visual, rebobinei o filme e desvendei o enigma, muitos minutos mais tarde: "Veja lá o senhor, que eu estou com dois pares de óculos".
Ainda na sequência do (brilhante) post anterior, soube de malta que desistiu ao 3º parágrafo. Uns por desejar tirar férias ainda este ano. Outros devido a encravamento total ou parcial da roda do rato. Para eles dedico então a versão simplificada em vídeo de "Como abrir um quiosque em 10 passos (ou mais)".
O texto que vão ler a seguir ( aviso já que é longo como tudo) foi aqui publicado há uma temporada atrás, mas mantém-se actual e serve como resposta a todos aqueles que pretendem abrir um quiosque de jornais e revistas e vivem num mar de dúvidas. Acreditem que, surpreendentemente ou não, o que não falta aí é malta a querer abrir um tasco destes, pelo menos a julgar pelo número de emails que recebo sobre o assunto. O texto que se segue, que apresenta algumas correcções/acrescentos, pretende assim responder a grande parte dessas dúvidas. Prometo colocar um link aqui ao lado direito assim que me apetecer. Só mais uma coisa antes de soltar o bicho. Apesar de ser da minha autoria, não tenho pejo nenhum em afirmar que o pequeno grande naco de prosa aqui aí vem é do melhor que já tenho visto a circular pela net. É um daqueles textos que os grandes pensadores contemporâneos costumam descrever como “o post que eu desejava ter escrito, mas que jamais teria conseguido sequer imaginar, além de que não percebo nada de quiosques. Um monumento!”. Então cá vai.
Há 3 factores que considero cruciais na avaliação das potencialidades de um bom quiosque: a localização, a localização e... a localização. Ok, além destes 3 factores, também penso que a localização seja importante.
Este quiosque já vinha montado com as peças todas e cheio de tralha até cima, logo não tive que pedir alvarás e outras tretas do género. Aqui não posso ajudar.
Não se iniba de oferecer ao quiosque uma bela esquina como poiso. Por alguma razão as senhoras da má vida ali se instalam: aproveitam a clientela de duas ruas perpendiculares. Nos tempos que correm, uma zona rodeada de comércio e/ou serviços é o mínimo que se pode exigir para abrir o negócio (agora já estou a falar outra vez de quiosques, esqueçam lá a prostituição por alguns momentos). Mantêm-se assim as mãos e a caixa ocupadas durante grande parte do dia, enquanto que se o tasco se limitar a servir meia-dúzia de edifícios residenciais, arrisca-se a que o seu potencial cliente saia de casa de manhã para trabalhar, apressado, e volte à noite, cansado, sem tempo e vagar para lhe deixar um olá e uns euros, a troco da imprensa do dia.
Se o quiosque for agente de euromilhões, totoloto, totobola e afins, óptimo. Há agentes que vivem só à custa disso. Se não for, tire o cavalinho da chuva. A livre concorrência não faz parte dos planos da Santa Casa da Misericórdia. Brincando um pouco aos JFKs, não perguntem o que a SCM pode fazer por vocês, mas sim o que vocês podem fazer pela SCM. Bem, na verdade, não interessa nada. A resposta a ambas as perguntas é… “nada!”.
Faça contas. IVAs, IRSs, PCs, PECs são tudo despesas que geralmente chegam no pior momento. Prepare-se para deixar 200 euros no contabilista todos os meses. Um telefonema de 10 minutos custa-lhe 5 jornais. Use o e-mail. A luz é cara e a electricidade também. Além daquele que já se encontra nos isqueiros, um quiosque não precisa de gás. Nem de água. Aliás, se o quiosque está na rua, a água que cai lá de cima vai ser um dos seus maiores inimigos.
Anotem isto na primeira linha da lista de desvantagens: quem se mete no negócio de jornais e revistas fica com a vida semi encravada. Tirando o dia 25 de Dezembro, todos os dias há jornais, pelo que fechar ao Domingo não será uma ideia brilhante, e muito menos encerrar o estabelecimento durante 15 dias para poder gozar aquelas merecidas férias. Entregar o comando das operações ao funcionário, por muito competente que ele seja, é meio caminho andado para ________________.
Perder um cliente é muito fácil, e não será necessário grande esforço para o conseguir. Difícil é ganhar clientes. O preço dos jornais está marcado na capa e não varia da Rua da Alegria para a Travessa de Camões, o que significa que vender Records a 50 cêntimos não é propriamente um brilhante golpe de marketing.
Por muita vontade que tenha, evite ao máximo expressões como “Xau, palhaço” ou “Lá vem este melga...”. Pelo menos em voz alta. O oposto também deve ser evitado. Desejar boas festas ao cliente fica bem, mas fazer-lhe festas na cara depois de uma venda acima dos 20 Euros dá mau aspecto e pode ser mal interpretado. Deixe de lado a máxima “O cliente tem sempre razão” e aja com “Em princípio, o cliente tem sempre razão”.
Estabeleça uma boa relação com os seus concorrentes. Mais tarde ou mais cedo vai precisar deles. E eles de si. Acordos de 10% de desconto nas vendas entre quiosques são perfeitamente normais.
Se tem mais de 60 anos, esqueça este negócio. Os volumes de jornais e revistas são pesados como burro e o mais certo é ganhar uma mialgia de esforço ao 3º dia. Se tem entre 40 e 60 e o Benfica ganhou ao Manchester United no dia anterior, num jogo épico e inesquecível, peça ajuda ao vizinho para carregar os 100 Records e Bolas que lhe vão chegar.
Contar, apontar, amarrar, transportar, devolver e conferir as sobras é um processo semanal, duro e não contribui em nada para o seu intelecto. Mas alguém vai ter que o fazer.
Para os mais distraídos, neste momento trabalho com duas distribuidoras de jornais e revistas – a Asco e a Chupista. (... pausa...). Estão a fazer-me sinal lá atrás... Como é que é?? Só existem estas duas distribuidoras? Não posso escolher outras? Ok. Então corrijo. Sou obrigado a trabalhar com as duas únicas distribuidoras no mercado... Ãh? E não posso optar por uma delas?... Ah, distribuem publicações diferentes... Ok. Então reforço. Neste negócio, se não trabalhares com estas duas distribuidoras, o melhor é mudar de ramo.
A Chupista é o Cavaco das distribuidoras: não tem dúvidas e raramente se engana. Quando se engana, corrige rapidamente. Sendo a distribuidora de grande parte das colecções, têm enormes dificuldades em fazer cumprir a remessa de algumas delas. Se há 4 clientes a fazer uma determinada colecção, geralmente só nos chegam 3 exemplares. Mesmo após alguns alertas, vão passar algumas semanas até que mandem as quantidades certas, e quando finalmente o fazem já alguém desistiu da colecção. Ao contrário do que se pensa, com a Chupista a venda à consignação é ligeiramente desvirtuada. Uma boa fatia das publicações é paga por inteiro antes de ser devolvida. É perfeitamente normal receber 4 exemplares do Autocatálogo 2004 em Dezembro de 2006, em más condições, a ser pago em Janeiro de 2007 e para ser devolvido (e creditado) em Março do mesmo ano. Conferir a factura semanal da Chupista, digna do pior software do início dos anos 80, é um exercício chato, moroso e complicado. A boa notícia é que raramente se enganam.
A Asco é o pesadelo de qualquer quiosque. Se perguntarem a qualquer proprietário quais os principais inimigos da sua facturação, 90% responderá sem hesitar: o mau tempo e a Asco. Faltas nas remessas e enormes diferenças no crédito das sobras, a um ritmo alucinante, podem deitar abaixo o negócio em poucos meses. Diferenças de créditos de 100 Euros semanais são normais, pelo que há que fazer a reclamação, esperar o crédito na factura seguinte, conferir tudo novamente, rereclamar o que não foi creditado e, com um bocado de sorte e paciência, esperar pela semana seguinte, e assim sucessivamente, até uma das partes ceder.
Se tem dúvidas para avançar, leia isto. Em que outro tipo de negócio se recebem produtos na loja, todos diferentes em cada dia que passa? O DN de hoje vai ser sempre diferente do DN de ontem, o Record tem aquela capacidade inata de nos oferecer capas fantásticas, o 24 Horas não pára de nos surpreender com novos e impensáveis brindes, e há sempre pessoal de grande criatividade a escrever no diário da Maria. Depois... há o Público de 6ª feira e de Sábado, a Computer Arts, a World Soccer, a Atlântico (se voltar), as newsmagazines, os títulos dos filmes porno, a capa da Maxman, o Courrier, a menina dos isqueiros e o suplemento de golfe do Expresso, que dá sempre jeito para embrulhar sobras.
Dizem que o futuro dos jornais está em risco. Por aqui nota-se pouco, mas tenho que ser honesto: não é o negócio do futuro, nem de longe nem de perto. Mais uma razão para ter a coisa bem localizada. Se não dá para os jornais, dá para outro ramo, a não ser que sofra de miopia crónica na visão para o negócio.
Não se esqueça. Os clientes mais velhotes, aqueles que compram o seu jornal religiosamente e que tremem sempre que alguém lhe sopra ao ouvido a palavra Internet, acabam por bater a bota, mais cedo ou mais tarde. E não pense que vem um jovem a correr para substituir o falecido. Bem pode esperar sentado. Depositar jornais na campa do senhor, em vez de flores, também não resolve o problema.
Esta parte também não tem grande piada. Margens de lucro: 15% para jornais, 20% para revistas, 12% para produtos associados e colecções, 5%-6% para tabaco, 20% para cartões telefónicos.
Se já avançou, há uma regra de ouro que deve seguir à risca, e que provavelmente poderá adoptar a qualquer outro ramo: se tem tempo para ler a Nova Gente de uma ponta à outra, sem que passe um cliente, está na altura de pendurar o letreiro “vende-se”.
Já fui um grande viciado. Não em sexo, mas em CM. Não o CM Correio da Manhã, mas sim o CM Championship Manager. Mas isso acabou, no dia em que fui campeão europeu pelo Castel di Sangro, depois de uma maratona a partir da 3ª divisão italiana. Tratou-se de tal feito que não estarei a exagerar (talvez esteja, talvez esteja) se afirmar que na minha vida há um antes de Castel di Sangro e outro depois de Castel di Sangro. Terá sido naquele glorioso dia que, inconscientemente, terei decidido que estava na altura de ter um filho e de abrir um quiosque. Dez anos depois, mais coisa menos coisa, ambos se resolveram, com um mês de intervalo.
(Bem, agora seria a parte do texto que passaria para o tema "CM a dar cartas (e sexo)", mas não estou a conseguir encontrar uma ligação. Entusiasmei-me com o Castel di Sangro, eu sei).
Surpreenderam-me as duas últimas colecções pagas do Correio da Manhã, "Os Anos de Salazar" e "A Guerra". Primeiro, pela qualidade de ambas. Segundo, pelo sucesso de vendas, especialmente da primeira, e que diz bem da faixa etária que o quiosque serve. Hoje termina uma colecção que nas últimas duas semanas foi distribuida gratuitamente com o CM, "Livros sobre sexo". Desta vez quem me surpreendeu foram os próprios clientes, os mesmos que coleccionaram o Salazar e a Guerra, e que não se inibiram e tão pouco recusaram a oferta de levar para casa os 12 livros da colecção, fazendo mesmo questão de assegurar a reserva do CM durante este período, não fosse faltar alguma coisa. E agora? Tenho ou não tenho uma maltosa cheia de apetite pelo conhecimento, seja de cariz político, histórico ou sexual? Tenho pois! Estou orgulhoso de vós, rapaziada!
Parece-me justo recomeçar esta coisa com a revista mais emblemática do quiosque: a Maria. Não sei se vou citar alguém, mas tornou-se evidente que "nos últimos meses a Maria teve uma queda. Abrupta. A bruta!". Isto é tão verdade que estive quase a ignorar os números das vendas do ano passado, assumindo desde logo a queda da bruta, e avançando sem contemplações para várias teorias conspiratórias, onde até metia o petróleo ao barulho. Num último instante, senti um toque na consciência e lá fui verificar as vendas do ano passado. Conclusão: está tudo na mesma, nem subiu nem desceu, antes pelo contrário e vice-versa etcetera e tal. Eu que já tinha teses e mestrados prontos a desabrochar, justificando a queda da bruta, vejo-me a arrepiar caminho, vencido pela força dos números. É uma pena, estragou-se um belo de um post.
Antes de mais, quero escrever o seguinte: contrariamente ao que pensava na altura, não senti falta nenhuma do raio do blog. Foi uma pausa verdadeiramente saudável. A decisão de reabrir o bicho foi tomada ontem à noite, sem motivo em especial, quase por instinto. Não foi portanto uma coisa ponderada nem planeada, o que é sempre bom sinal. Aconteceu porque sou assim. Preciso de uma lufada de ar fresco de vez em quando, aqui e acolá. Não faço, por isso, ideia alguma do que por aqui vai (re)aparecer. Não tenho textos preparados nem conteúdos programados. Não sei “quandos” nem “porquês”.
(isto está a ficar demasiado poético)
Ora bem... o tema é o mesmo e o espaço também: “6 metros quadrados blá blá blá blá blá blá…”.