<mode "como fazer rir às gargalhadas um menino de 3 anos" on>
Uma das grandes angústias deste negócio cócó, servido por fornecedores cócó e com margens de lucro cócó, é não poder mexer nos preços tabelados pelos jornais, revistas e cigarros cócó. Corrijo. Poder... posso, mas a margem de lucro derrapa, entra em despiste e eventualmente capota (dumping em linguagem cócó). Ou seja, a margem de lucro, já de si um imenso cócó, desfaz-se num cócó gigante.
<mode "como fazer rir às gargalhadas um menino de 3 anos" off>
Todo este cheiro para dizer que se quero angariar novos clientes, a solução não passa certamente por baixar 5 cêntimos ao preço do correio da manhã, oferecer 1 cigarro na compra de um maço ou distribuir beijinhos vitalícios a míudas giras que efectuem compras superiores a 75 euros (impossível, por isso estou à vontade nesta oferta).
Percebi recentemente que o merketing boca-a-boca pode ser uma boa alternativa, embora não tenha feito nada por isso e muito menos tenha lucrado alguma coisa com o assunto.
Começou com a caça ao carimbo. A caça ao carimbo é uma espécie de peddy-paper em que os utentes do subsídio de desemprego pululam de empresa em empresa a pedir carimbadas numa folha própria para o efeito, a apresentar de x em x tempo no centro de emprego, justificando assim que estão mesmo interessados em trabalhar. Num dia tinha cá um participante, que levou a carimbada. No dia seguinte tinha 10. O marketing boca-a-boca é mais ou menos isto. Falhou. Falhou porque não ouvi frases como "queria um carimbo, dois records e oito tvguias, por favor". Acabou. Acabou porque passei a exigir uma carta de apresentação e o respectivo CV. Lá está, a burocracia, por vezes, pode ser um excelente aliado.
O segundo caso deu-se mais recentemente. Num dia tinha cá uma senhora a pedir que lhe preenchesse um formulário da segurança social a requerer isenção de custas judiciais num processo de despedimento. No dia seguinte tinha cá mais 3 senhoras, e percebi que se tratava de um despedimento colectivo. O marketing boca-a-boca também é mais ou menos isto. Falhou. Falhou porque as clientes não sabiam ler nem fumar. Acabou. Acabou porque aparentemente não houve mais despedimentos.
O que é importante realçar é que sou um gajo porreiro, prestável, coiso e tal, mas estou chateado porque é isto que o boca-a-boca não diz...
. O 11 DE SETEMBRO DOS QUIO...
. À atenção dos accionistas...
. QUIOSQUE QUE LADRA NÃO MO...
. O CURSO DE LÍNGUAS E O RO...