Já há muito tempo que não escrevo sobre futebol. Então cá vai:
(...)
Muito bem, seguimos então para o registo habitual.
Estamos com problemas aqui no quiosque (digo "estamos" porque quando há problemas somos todos culpados e quando as coisas correm bem sou o único responsável). Portanto, nós aqui fazemos colecções de crises por fascículos (à atenção da Planeta Agostini, está aqui uma óptima ideia). Começámos por comprar ao senhor da internets a crise da imprensa escrita. Parece que há pessoas que preferem ler notícias fresquinhas num monitor em vez de esperar que saiam em papel no dia seguinte, pagar 1 euro e sujar as mãos. Vá-se lá entender esta gente...
Depois adquirimos uma crise económica e financeira de proporções muito jeitosas. Juntámos à crise anterior, mexemos, abanámos, levámos ao lume e voilá: entre o Record e a Bola, o cliente decide-se por uma Bubblicious de mentol.
Durante o processo de cozedura, visitámos à 3ª feira nacional da crise e somos agora dignos representantes da crise de carácter do cliente. O que é isto da crise de carácter do cliente?, pergunta o senhor ali da 2ª fila. Muito bem, a crise de carácter do cliente, como o próprio nome indica, transforma o carácter do cliente, dando-lhe poderes maquiavélicos que usa em seu proveito para combater a crise de proporções muito jeitosas que falei lá atrás. É o cliente que comprava o seu dvdzinho, punha o respectivo jornal no cesto para o gato e à noite via o dvdzinho descansado no sofá juntamente com o seu gato. Eram os dois muito felizes, o cliente e o seu gato. Agora é o cliente que compra o seu dvdzinho, vende o jornal ao vizinho por metade do preço de capa, vê o dvdzinho descansado no sofá (o gato agora é vadio, dá menos despesa) e no dia seguinte dirige-se ao local de compra juntamente com a caixinha do dvdzinho mas sem dvdzinho e declama o poema "chefezinho, a caixinha vinha sem dvdzinho...".
Como se combate uma crise destas dimensões? Com algum jogo de cintura e muita burocracia. Não afastamos a hipótese da caixinha vir sem dvdzinho, mas não baixmos as calças de imediato. Explicamos a situação ao fornecedor. A situação vai para análise do fornecedor. A burocracia do próprio fornecedor entretém a situação por tempo indeterminado. Assim que obtemos a resposta do fornecedor, burocratizamos a coisa na nossa própria casa, entregando a situação ao Departamento da Análise ao Processo de Coisas, um departamento super-complexo e muito pouco eficiente. Entretanto o cliente pode ter morrido. De impaciência, de tédio ou de morte natural. Se for insistente então se calhar o dvdzinho não vinha mesmo dentro da caixinha. Ganha 1,99€ e um trauma tão grande ao processo que não volta a cair na asneira de reclamar uma caixinha sem dvdzinho, mesmo que não haja de facto um dvdzinho dentro da caixinha.
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