O meu gato que me perdoe, mas eu sempre quis ter um cão. Sempre… até ao dia em que. Até ao dia em que em casa de fulano tal (se não me falha a memória), tive a ideia genial de entrar em palhaçadas com um cão salsicha. O cão salsicha, como é do conhecimento geral, é um tipo de cão que um gajo olha e só de olhar um gajo pensa que era capaz de passar um dia inteiro a olhar para o cão salsicha. Mas o livro de instruções do cão salsicha é muito claro: o cão salsicha é sempre o último a rir. No meio da palhaçada - esperava eu pelo cão salsicha escondido e agachado atrás de um sofá- o cão salsicha surpreende-me por trás e entra num frenesim de tentativas de penetração.
Para a história ficou escrito que o cão salsicha se tornou o imprevisível herói da tarde e o indivíduo abusado o motivo de risota durante a época 87/88. Foram momentos muito duros e traumáticos, e quem já foi alvo de tentativa de violação por parte de um cão salsicha sabe bem do que estou a falar. O episódio obrigou-me a ter uma conversa muito séria comigo próprio e em conjunto decidimos redefinir algumas prioridades para a nossa vida. Riscámos o cão da lista e passámos a incluir o item “miúdas”. Terá sido uma boa opção, pese embora a possível compatibilidade entre ambas as espécies. Mas há coisas que não se fazem e o cão salsicha arruinou ali a felicidade de um compatriota seu ser bafejado pela sorte de ter como dono um tipo tão impecável como a minha pessoa julga ser. De qualquer forma, não deixa de ser irónico que a “Cães e Companhia” venda mais que a “Penthouse”. Mundo cão, este.
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