Este quiosque tem muito orgulho em contar no seu plantel com o cliente mais astronomicamente agressivo/estratosfericamente brutamontes/politicamente desagradável/estupidamente ofensivo/invariavelmente espalhafatoso/não sabe/não responde do mundo dos clientes de quiosques.
Já por aqui foi referenciado várias vezes e de cada vez que é chamado a este espaço as suas especialidades estão ainda mais refinadas e desenvolvidas que na chamada anterior. Não admira por isso que na parte que me toca todas as cautelas sejam poucas de modo a manter a sua identidade inalcançável e as minhas trombas intactas. Será uma grande chatice para mim e para as pessoas que me amam se algum dia o homem sonha que o parágrafo ali em cima foi escrito em sua memória. Acrescento, antes de irmos em frente, que é nestas alturas de grande nervosismo e pressão que se revela o lado “supersticioso que há em nós”. Se me dão licença eu vou ali vestir a minha t-shirt da sorte (“i wish i was a porno star”) e depois sim vamos em frente.
Não há muito a dizer. Eu vou passar a palavra ao senhor, tentando ser o mais fiel possível ao seu discurso, mascarando o que há para mascarar (há meninas novas a ler isto, ok?), mas deixando já o alerta que as suas actuações ao vivo, normalmente entre as 12 e as 12.30 e dependendo sempre da manchete do correio da manhã, são seguramente muito mais intensas e inesquecíveis que a gravação em estúdio que se segue:
“Ó Pedro, já viu isto? Este c****** tenta matar a mulher e não consegue. Agora tá f*****. Tá f***** porque além de tar f***** não se livrou da mulher. F***-se, há gajos que não sabem mesmo fazer as m****s. Há gajos que não têm mesmo jeitinho nenhum para isto.
(…) Ó Pedro, eh pá… se há m**** que me deixa f*****… já viu aquela m****, olhe práquilo… pá, se há m****s que me deixam f***** é ver gajos com o cabelo… como é que se chama aquilo… é pá… com o cabelo amarrado! Mas porquê, c******???!!!... Era chegar lá ao pé do gajo e puxar-lhe por aquela m****, e abanar-lhe aquilo e o c****** até o gajo ficar estendido no meio do chão. F***-se… há dias vi um velho assim, um gajo de cabelos brancos de cabelo amarrado. F***-se!!! O cabrão do velho ainda me lembro, ficou-me a dever 300 contos, o cabrão!! E depois há uns dias vejo o gajo de cabelo amarrado e a passear de jipe, o filho da p***!!! Pra pagar 300 contos (ou euros, ó c******) tá quieto ó mau. Para passear de jipe e amarrar o c****** do cabelo… já viu ó Pedro, o filho da p****!!!”
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