Uma pessoa tem um quiosque. Ou trabalha lá. Ou tem um quiosque e trabalha lá. E constata que é confrontado com algumas observações/questões tais como "então e novidades, tem alguma coisa?". Ora bem, "então e novidades, tem alguma coisa?" soa tão bem atirado para dentro de um quiosque, como um "então e bolas de golfe, tem alguma coisa?", atirado para dentro de uma loja que vende exclusivamente bolas de golfe. A pessoa fica sempre sem resposta, tanto a que está dentro do quiosque como a que faz a pergunta. A linguagem corporal diz tudo: um olhar em redor, se possível de 360 graus, seguido de um encolher de ombros. Traduzido em palavras... "é o que vê...". Quem quer novidades e se dirige a um quiosque, veio ao sítio certo, que até ver não está em fase de transição para sede do PCTP/MRPP. Mas a pergunta sai, quase diariamente, da mesma boca de sempre.
É só um exemplo, por entre muitos. Os quiosques são invadidos por clientes com rituais próprios. As mesmas perguntas, os mesmos gestos, o mesmo folhear, o mesmo cumprimento, até a mesma camisa ao xadrez por aqui passa, vestida pela mesma pessoa, com uma frequência assinalável, ao ponto de a memória ter deixado escapar o seu nome e sermos obrigados a assinalar no folha de reservas do JN... "senhor da camisa ao xadrez".
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