Enquanto me cortavam o cabelo (no local onde no meu primeiro dia de quiosque o proprietário de tão nobre estabelecimento me comunicou "eu compro-lhe o jornal, mas vocêm vem cá cortar a trunfa... temos que ser uns para os outros") passava numa tv perto de mim (em cima de mim, aliás) um daqueles programas culturais da tarde: Boa tarde, Portugal, ou Travessa da Alegria... não sei bem, era um desses. A apresentadora, ou como se chama aquilo, perguntava a uma convidada, ou como se chama aquilo, a propósito da geração de que tanto se fala e pouco se acerta: "Acha que ainda vale a pena estudar?".
Do alto do cadeirão onde me encontrava instalado, fiz um enorme esforço para não dar um salto. E fiz muito bem, já que estava sujeito a levar com uma tesourada na minha linda orelha, e eu já tenho uma borbulha na nádega que me incomode o suficiente, quanto mais agora uma orelha costurada com 7 pontos.
Fiquei a conhecer, felizmente apenas pela voz, um exemplar de uma nova geração, que espero ser uma geração rara ou no mínimo em vias de extinção: a geração à parva.
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