Comecemos pelo fim: sou desde há uns dias para cá o fiel proprietário de um gato.
Nunca gostei muito de gatos. Detesto particularmente os gatos vadios, não que eles tenham qualquer culpa de serem vadios, mas porque quando me aproximo deles e vice-versa, fica no ar entre eu e o gato que eu não gramo o bicho e vice-versa. É uma espécie de pacto silêncioso e de não agressão: eu não lhe dou um chuto e ele não se atira para cima de mim. Cada um segue o seu caminho. Eu mudo de passeio e ele vai vadiar.
Há dias algum espertinho achou que no meu prédio havia gente com cara de quem tem por hábito adoptar gatos. Acertou em cheio. Não gosto dos bichos, mas tenho cara de quem se derrete por eles.
Os meninos trataram do resto. Um em cada perna, aquelas carinhas a pedir compaixão, e as palavras mágicas "por favor, por favor, por favor, por favor, por favor, por favor, por favor! Pai, por favoooooooooooooooooor!". Não havia por onde escapar. Tenho testemunhas.
Chama-se Messi (Mechi para o mais novo), livrou-se de se chamar Bobby (a minha primeira escolha), será provavelmente o melhor gato do mundo, tem duas patas esquerdas fantásticas, e é chato que nem um gato.
O jogador do Barcelona que adoptou o nome do gato respondeu com 3 golos no fim-de-semana em que reencontrei um amigo de infância, hoje proprietário de uma clínica veterinária. Falámos de hamsters com fome, cabras com cárie, cuidados com gatos, e do dia em que ele me converteu ao Benfica. Deus lembrou-se de mim.
O gato é fofo. Pronto, já disse.
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