Quinta-feira, 3 de Julho de 2014

Mais que as mães

Pela primeira vez na minha carreira vou cometer o atrevimento de escrever uma crítica literária. Até à hora em que escrevo estas linhas, o mais elaborado que consegui ao analisar a categoria de um livro andou entre o “é fixe”, o “lê-se”, o “muito bom, pá” e o “só cheguei à página 32”. Por conseguinte, tudo o que for escrito daqui até ao fim do texto, apesar de ser da minha responsabilidade, não leva com a assinatura “crítico literário”. Fica o aviso.

Devo alertar que a autora do livro que dentro de breves momentos será alvo da minha mão de ferro, é minha amiga. Não esperem por isso por uma crítica 100% imparcial, devendo para tal retirar 10% à imparcialidade que caracteriza uma típica crítica literária.
Devo ainda alertar que o livro cuja autora é minha amiga está à venda no quiosque cujo proprietário é o próprio crítico literário. Não esperem por isso por uma crítica 90% imparcial, devendo para tal retirar outros 10% à imparcialidade actualizada segundo a tabela em vigor.
Avisos feitos, seguimos então para uma “crítica literária à chefe”, com um teor de imparcialidade a rondar os 80%.

Mais que as mães” é o título do livro. Para mim é o livro da Joana. Ou, à medida que as páginas vão passando, o livro do Tommy, do Ti e da Tê. São estes 3 artistas os personagens reais, bem reais, das cerca de 250 páginas que se lêem com uma pern... com um filho às costas. Eu leio-o com dois filhos às costas, sem ordem programada, com tendência para repetir histórias 3 ou 4 vezes (o “dispaiate” e o “molho de porquinho bébé” são os preferidos) até um deles ou o pai deles perder a batalha contra o sono.
Devo salientar que a concepção não foi deixada ao acaso. Ou seja, geneticamente a coisa foi bem distribuída pelos 3 T's. Há traços de personalidade bem distintos, sendo quase impossível ao leitor não mostrar alguma preferência pelos episódios desta, daquela ou daqueloutra criança. Não querendo de forma alguma interferir com a sua futura leitura, caro leitor, deixo no ar uma pequena pista quanto ao meu “cromo preferido”: começa por T.
A quem se dirige o livro da Joana? A qualquer um, dos 6 aos 99 anos, que consiga apreciar o traço de uma criança, desde o seu lado angélico e inocente até à inevitável malvadez. Extremamente bem escrito, sempre acompanhado de uma pitada de bom humor, o livro da Joana é muito mais que um livro sobre as travessuras dos seus filhos. É o convite para um divertido salto ao mundo de uma família em que eles são mais que as mães. Muito bom, pá!


publicado por ardinario às 16:28
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2 ardinarices:
De Joana a 3 de Julho de 2014 às 18:19
Obrigada, pá!
:-)


De ardinario a 4 de Julho de 2014 às 13:23
de nada, pá!


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