Segunda-feira, 18 de Maio de 2009

Aquela espécie de mesa (3)



Quem invadir o quiosque pelas traseiras – não são tão poucos como isso -, desprezando o cartaz que, se alguma vez tivesse sido impresso, diria algo como “proibida a entrada a estranhos e pombas”, dará de caras com a coisa que se vê na imagem acima. Quem está lá fora não nota, por enquanto, qualquer mudança, excepto a folha (6) disfarçada de registadora, que temporariamente substitui a estúpida da máquina que nesta altura se encontra em estado vegetativo (2).

Não foi fácil chegar a este ponto. Aquela espécie de mesa (3) chegou a estar dispensada do quiosque, dormindo ao relento durante quase uma semana, esperando que uma alma caridosa a adoptasse lá em casa. Ninguém o fez, felizmente. Durante o puzzle-quiosque que se desenrolou durante os últimos dias – tirar tudo para fora e montar as peças, mas agora com uma TV gigantesca como nova variável – foi repescada e brilhantemente adaptada ao seu novo posto. Reparem que a banca que termina em bico (7) permite à justa a inclusão do suporte da TV, centrado na vitrina, e logo depois a espécie de mesa, que brevemente irá acatar com a responsabilidade de suportar o sistema informático que o quiosque irá instalar.
Portanto, a todos aqueles que passaram pelo quiosque, fechado, e piscaram o olho à espécie de mesa, como que a prometer um surripianço, o meu muito obrigado pela não concretização da ideia. A espécie de mesa cabe ali que nem gingas.

Como se não bastasse esta feliz coincidência, outras duas mesas que faziam parte do puzzle conseguiram encaixar-se na perfeição, uma por cima da outra, se bem que à mais novinha houve a necessidade de lhe arrebentar com o tampo. Nem piou.

Os jornais ganharam um espaço novo (4) durante a parte da manhã, sendo promovidos à banca principal, por troca com as revistas (5). Os papéis invertem-se durante a tarde, quando deixa de fazer sentido promover a venda de diários.

O problema está em (1), mais propriamente no seu suporte. É um problema comum a muitos homens: a coisa não levanta mais do que aquilo. Não interessa nada que a TV esteja ao nível da zona mamária dos clientes, quando devia estar ao nível dos olhos. Um ligeiro pormenor que para já impede o lançamento da iniciativa.

Uma palavra final para o larápio. Como se pode ver pela imagem, o teu trabalho não vai ser fácil, pá. Depois de quebrado o vidro e anulado o alarme, tens que estar munido da ferramenta certa para retirar a TV do suporte (escusas de levar tudo, eu tentei passar o conjunto pela janela e não cabe). E isso leva tempo, que poderá vir a ser precioso para a tua fuga, isto se entretanto não levares uma pedrada do taxista de serviço.
A sério, aquilo foi baratinho, tendo em conta o trabalho que dá para a gamar.
publicado por ardinario às 16:04
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2 ardinarices:
De mary_jane/joanamrsc a 19 de Maio de 2009 às 11:04
tu es realmente um artista :P Ficou bonito sim senhor. Se fosse a altura da pascoa, ja podias receber o compasso.


De Anónimo a 19 de Fevereiro de 2010 às 01:43
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