Quarta-feira, 15 de Novembro de 2006

And now something completely... serious!

Vale a pena ler, analisar e comentar.

Diário de um Quiosque feito pelos seus leitores

Junto apresento algumas sugestões para o aumento das receitas do quiosque. Tal como tinha referido as sugestões dividem-se por 3 vectores

1- Geografia: Quebrar a barreira local e geográfica do quiosque;
De uma forma geral os quiosques são locais de comércio local, ou seja, a grande maioria dos clientes ou são da proximidade geográfica do quiosque ou os seus trajectos diários cruzam-se com ele. A minha sugestão para aumentar a procura, assenta no velho ditado que diz que se Maomé não vai à montanha, a montanha vai a Maomé.
A minha sugestão é criar formas intensificar o negócio fora da esfera local do quiosque. Para tal, sugiro a divulgação de entregas a domicilio (é claro que as Páginas Amarelas da Internet
www.pai.pt serão um veículo essencial), encomendas telefónicas, ou pela internet. As entregas realizar-se-iam a determinada hora e sem custos para o cliente para determinado volume de negócio diário ou anual. O Segmento a explorar seria: 3ª idade (com dificuldade de locomoção), instituições ou empresas (p.ex. Lares de 3ª idade, hospitais, consultórios médicos , clínicas médicas, etc.). Para além de incluir na esfera de clientes do quiosque outros clientes para além dos que habitam ou frequentam a zona espacial deste, permitiria criar espaço para o desenvolvimento de contratos do tipo avença mensal ou anual.

2- Euros Vendidos: Necessidade de aumentar as vendas por cliente (€/ visita de cliente) e outras fontes de rendimento;
Aumentar os serviços & produtos colocados à disposição do cliente: Por forma a ajustar estes produtos ou serviços à realidade do mercado do quiosque, seria interessante, em primeiro lugar, efectuar uma análise mais cuidada das características do cliente padrão.
Mesmo desconhecendo o perfil do cliente junto algumas sugestões . Refiro que o ideal é esta diversificação passar pelos serviços, mais do que pelos produtos, pela factor espaço que deduzo ser um factor crítico. Na área dos serviços o quiosque pode representar um grande activo para a população local. Ou seja o quiosque poderá a passar a ser a porta de entrada para o bairro, a central de compras para uma população que tem as mesmas necessidades em determinados momentos do tempo.

2.1 - Quisoque como central de compras: Neste sentido sugiro que se explore mais as vendas sazonais. Para tal previamente deverão ser preparadas as campanhas e recolhidas encomendas, p.ex:
Natal: Venda por encomenda de Bolo Rei, Musgo, árvores de natal, musgo, etc. Após seleccionados alguns produtos para uma época dever-se-ia encontrar um fornecedor que estivesse interessado em colaborar, estabelecer com ele um preço e data de entrega e iniciar a campanha de encomendas. O factor crítico não é o preço mas sim a credibilidade e a antecipação de uma necessidade futura.
Finados (Nov) - Velas
S. Martinho: Castanhas, Jeropiga,
Páscoa: Amêndoas, folar.
Etc

2.2 - Espaço de publicidade: Sendo um espaço muito visitado o quiosque, que já é uma montra de jornais e revistas, poderia passar a ser também a montra para outros serviços e produtos. Neste sentido poderia ser criado um espaço de publicidade visual (de x€/m2/mês). Local de distribuição de panfletos de publicidade (conhecendo tipo de cliente e o fluxo mensal poderá ser cobrado um x€/panfleto distribuído), etc.

3 - Procura: Incrementar o nº de visitantes ao quiosque.
As sugestões inseridas no ponto 2.1 são já por si formas de incrementar o nº de visitantes ao quiosque, junto abaixo mais algumas sugestões:

3.1 - Quiosque como “operador logístico” de serviços: Procurando explorar a centralidade e os elevados níveis de notoriedade e confiança que os clientes depositam no quiosque sugiro que se explore mais esta faceta tornando-o num local de angariação de serviços para: Canalizadores, Picheleiros, Veterinários, Reparadores de electrodomésticos, etc. Estabelecendo previamente alguns contactos com empresas que prestem estes serviços, definindo a comissão a receber pelo serviço de angariação, o quiosque passaria a recomendar e a recolher encomendas para estes serviços. Para além de uma fonte de rendimento prestaria um serviço extra à comunidade local (aumento de notoriedade) e incremento da visitação, pois passava a ser visitado não só por clientes que pretendem adquirir jornais ou revistas mas sim para resolver parte dos seus problemas diários.

3.2 – Aumentar a fidelização: Criação de um cartão de cliente. Este cartão teria muitas funções:
Para o lado do cliente dar-lhe-ia pontos (descontos) em especial nas promoções sazonais (ver ponto 2.1) ou outro tipo de promoções ou descontos a definir. Para o quiosque o cartão de cliente serviria:
Conhecer melhor os seus clientes: Através do questionário de preenchimento: Ficar a conhecer melhor o seu cliente (Morada, idade, gostos de leitura, tipo de serviços necessita etc).
Estabelecer uma maior fidelização.
Passar poder visitar o cliente
(através de carta, telefone, email etc) alterando o paradigma de ser apenas o cliente a visitar o quiosque.
publicado por ardinario às 15:44
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14 ardinarices:
De Ao Luar a 15 de Novembro de 2006 às 16:50
Boa tarde :)
antes anónimamente "Eu..." :)
apesar de continuar a aguardar uma solução para o tal problema da divisão das teleculinárias, deixo mais uma sugestão de marktins :)
Só faltou contractar a Marta, aquela menina de voz simpatica, assim enquanto encaminhava o referido problema de acidente poderia sempre sugerir uma revista para o cliente ler enquanto esperava o reboque :)
(Parabens, esta optimo este espaço :)

Até...


De ardinario a 15 de Novembro de 2006 às 17:05
Podemos fazer assim:
Traz-me as revistas e cria-se uma secção especial designada Teleculinárias em 2ª mão (ou 2ª boca). Vendo-as a 50 cêntimos. Metade para mim, metade para si :)


De Ao Luar a 15 de Novembro de 2006 às 17:33
pois... temos de deixar a mana (a minha) na ignorancia do negocio :)


De eugenio a 15 de Novembro de 2006 às 18:30
e que tal um show de table dance?


De timarroquina a 15 de Novembro de 2006 às 22:16
Essa hipótese do espaço de publicidade já o usei aqui pelas minhas bandas.Há tempos paguei 2 € por um anúncio de um mês e metade por 15 dias. Era um quiosque de cento comercial, com uma espécie de vitrine por fora, agarrada à parede. Não sei se no seu espaço de 6m2 será viável...
A hipótese do quiosque como central de compras já me parece um pouco mais complicada de implementar, mais uma vez devido à exiguidade do espaço. Aquela de alargar o espectro geográfico do quiosque pode ser uma boa aposta! Terá é possivelmente que contratar é um 2.º Ordinário!!!E porque não oferecer outro tipo de serviços? Há sempre pessoas que não se podem deslocar para comparar uma lâmpada, ir ao take away... Há até já empresas na capital especializadas nesse tipo de serviços...Who knows???


De ti ...outra vez! a 15 de Novembro de 2006 às 22:41
Querido Ardinário, deve ter percebido que o Ordinário foi fruto da junção de Ardinário com Olegário! Desculpe lá, foi mesmo um lapso ( de entre outros menos graves) , devido concerteza ao cansaço provocado por um intenso dia de trabalho ( com problemas de linguagem, por exemplo... ).Nada que a leitura do seu excelente blogue não apazigue!
Já agora, referia-me a um 2.º Olegário.
P.S. Bom, mas desde que escreveu que a sua bateria ficou sem pilas...estou perdoada concerteza:)
Hihihi...(como concluiria a primarroquina)...Vou rever antes de editar!Desta vez acho que não há erros...


De dass a 16 de Novembro de 2006 às 00:36
Além da ideia de implementar a venda de revistas de culinária com degustação de um bolito... tenho uma ideia mais séria e menos cálórica. Eu acho que as pessoas sentem, de facto, saudades do ardina. Por isso estou convencida que se o Ardinário contratar alguém que por algumas horas, numa rua movimentada, ou onde haja alguns cafés, venda junto ao cliente um jornal e uma revista, estou certa de que este ir ter com o cliente, em vez de ele ter de ir ao quiosque, vai fazer aumentar muito a venda. Haverá muito mais tendência para comprar se o cliente «passar» literalmente pelo jornal e o puder adquirir com esta facilidade.


De Janicio a 16 de Novembro de 2006 às 01:39
Mas também não pode ser um Musgo qualquer...


De golias a 16 de Novembro de 2006 às 03:57
A ideia do Dass é realmente boa. Um ardina é uma excelente ideia sobre vários pontos de vista:
1º - Era uma forma do quiosque "ir" ao cliente
2º - Era uma forma de publicitar o quiosque
3º - Teria a possíbilidade de incluir a publicidade a outro organismo/empresa no próprio Ardina

Quanto às propostas no post, como foi dito, apenas o espaço é problema. Um quiosque muito sobrelotado, é mau para o olho do cliente (os olhos também comem!!!) com também se torna pouco ergonómico para quem lá trabalha. Se houvesse a hipótese de uma mudança para uma localização adjacente mas mais espaçosa, era o ideal. Poderia desenvolver esses serviços, e ainda outros como os da Santa Casa da Misericórdia, que são sempre uma excelente fonte de proveitos para qualquer papelaria/quiosque/café.
A propósito, a unica ideia para o quiosque que desgostei foi a n.º 1! é uma boa aposta, mas muito arriscada do ponto de vista do investimento. As próprias revistas já forneçem esse serviço aos seus leitores a preços bem mais competitivos ;)

1aB e peço desculpa pelo testamento, mas no que toca a negócios, tou cá pa discursar LOL!!!


De Marco a 16 de Novembro de 2006 às 10:28
Bom Dia


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