Sábado, 21 de Outubro de 2006

Sábado, 21 de Outubro, no Publico...

...além do Inimigo Publico...

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publicado por ardinario às 23:10
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12 ardinarices:
De Anónimo a 21 de Outubro de 2006 às 23:29
EU ACHO QUE O ARDINÁRIO NÃO TEM NENHUM QUIOSQUE. A MINHA TEORIA DA CONSPIRAÇÃO DIZ-ME QUE ELE É JORNALISTA EHEHEHE


De Anónimo a 22 de Outubro de 2006 às 11:54
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De Anónimo a 22 de Outubro de 2006 às 19:44
Eu cá conheço o bloguista! Ele tem mesmo um quiosque e uma criatividade e sentido de humor maior que 6 metros quadrados!!!
Parabéns Pedrito!


De Anónimo a 22 de Outubro de 2006 às 20:15
Em www.diariodeum quiosque.blogspot.com
A crise da imprensa, o ardina e o seu blogue
Ana Machado

Tem quatro mil visitas no contador e pretende traçar o retrato das vendas de jornais e revistas e do perfil dos leitores na perspectiva de quem vende

Prefere não dizer onde fica, para não estragar o efeito mistério que rodeia a sua ciberexistência. Pedro Silva é o dono de um tradicional quiosque de venda de jornais com pouco mais de um ano, que acabou por se instalar na blogosfera para dar a conhecer ao maior número de gente possível as angústias dos vendedores perante a tão falada crise da imprensa escrita. No Diário de um Quiosque, assim se chama o blogue, há estatísticas apuradas, quase diárias, sobre vendas e preferências de leitura. E muitas histórias que fazem o dia-a-dia de um quiosque com seis metros quadrados, que agora se estendem pela infinitude da rede.
"A chuva prejudica o negócio e não há nada a fazer. Apetece regressar ao tempo dos ardinas. Meter uma dúzia de jornais no saco, sair lá para fora e gritar: "Extraordinário! Extraordinário! Extraordinário! O Porto volta a ganhar um jogo na Liga dos Campeões!" Pode parecer que é a chuva e o saudosismo dos velhos tempos que ocupam o centro gravitacional das preocupações deste vendedor de jornais. Mas para Pedro Silva, um ardina moderno, de 33 anos, o que é de facto importante é o futuro. Pedro sempre sonhou ter um quiosque. E há um ano conseguiu montar o negócio. Mas, com a instalada crise da imprensa escrita, Pedro pensa no futuro do seu sonho concretizado. Decidiu então ver o que as novas tecnologias podiam fazer pelo seu negócio de venda de jornais. Primeiro passo: instalar-se na blogosfera para poder dar e receber conselhos. Foi isso que fez no início de Setembro.
O objectivo inicial da ideia do blogue, confessa Pedro Silva, era divulgar as novidades que, semanalmente, chegavam ao quiosque. Mas logo percebeu que a ideia tinha de ir mais longe: "Queria era fazer uma coisa inovadora, com o objectivo principal de potenciar as vendas", explicou ao PÚBLICO numa conversa por correio electrónico. "Pensei que, se partilhasse com alguém todas as informações referentes à gestão do quiosque, poderia obter sugestões com vista a melhorar a performance das vendas. Para isso instalei-me no local onde se juntam mais cabeças: a Internet".
Em www.diariodeumquiosque.blogspot.com, o lema é simples: "Conheça as novidades, a facturação, as despesas, as dívidas, as histórias e os gamanços. Tudo ao pormenor. Saiba o que vende mais: PÚBLICO ou Diário de Notícias, Bola ou Record, Expresso ou Sol, Gigante ou Ventil, Sábado ou Visão, Caras ou Flash, Playboy ou Penthouse. Leia, comente e participe na gestão de seis metros quadrados. Aproveite, é inédito", anuncia Pedro logo no cabeçalho do blogue.
A angústia em relação ao futuro do seu negócio apodera-se de Pedro Silva quando lê e ouve falar da crise que a indústria do papel impresso atravessa. É dela, para lá do negócio do tabaco, que depende o seu quiosque. "O futuro dos postos de venda de jornais depende, sem dúvida, da capacidade que os jornais tiverem para ir ao encontro de novos públicos. A compra e leitura de um jornal em papel implica um ritual com o qual a nova geração não se identifica minimamente", concluiu Pedro Silva.
Nas estatísticas publicadas por Pedro Silva há médias semanais de vendas. Por exemplo: na semana entre 6 e 13 deste mês os jornais que mais se venderam foram o Correio da Manhã e o PÚBLICO em segundo. O Record e A Bola foram terceiros e quartos. Logo a seguir veio o 24 Horas. E na semana em que lançou o blogue, que também viu nascer o semanário Sol, Pedro conta como tentava fazer face ao escasso número de jornais que as distribuidoras lhe deixavam, comprando nos quiosques vizinhos para satisfazer os seus clientes.
Há ainda gráficos das horas de maior fluxo ao domingo, entre as 10h e as 11h, que também evidenciam que o público masculino compra muito mais jornais que o feminino. Isto só muda à terça-feira, dia da TV7Dias: "É a revista mais aguardada da semana pelo público feminino. O sucesso da revista é tal que consegue mesmo cativar clientes masculinos. Das cerca de 50 que se vendem semanalmente, pelo menos meia dúzia acabam por ser adquiridas por homens. Ainda está para chegar o dia em que acerto no homem que vem para comprar a TV7Dias. Não é magro, nem alto, nem careca. Provavelmente vinha à caça de um desportivo, mas à terça-feira nunca se passa nada neste campo. Como a revista está ali à mão de semear e geralmente traz o Ronaldo na capa, o instinto leva-o à compra. Será? Ou o raio da revista é mesmo boa?"

Histórias do quiosque

A febre dos brindes
"Nos dias de muito vento costumo colocar um paralelipípedo, com publicidade a um jornal, para fazer peso, por cima dos jornais. Depois de ter feito uma venda a um cliente e de este ter abalado, o que estava a seguir começa a olhar pensativo para o tal objecto. Nisto, num súbito ataque de honestidade, pega no objecto, vira-se para trás, eleva-o bem alto e grita a plenos pulmões: "Oh amigo! Esqueceu-se disto!"

"Então dê-me
o Expresso"
Num destes sábados, um indivíduo, na casa dos seus 50 anos, pergunta: "Tem o Sexus?". Expliquei-lhe que o Sexus, apesar de ter sido referência do mundo jornalístico porno, já não se publicava, mas que tinha a Semana Erótica e o Clube Privado. Recusou ambos e disparou: "Então dê-me o Expresso." Desconheço se a ideia do homem seria comprar o Sexus e utilizar o Expresso como esconderijo. Penso que não. Um simples 24 Horas teria sido suficiente e custa quase 5 vezes menos.

A fuga
do senhor Martins
Um dos primeiros clientes com quem ganhei afinidade foi um senhor com os seus 80 anos, de bom aparência e bastante simpático. Vou chamá-lo de Sr.Martins. O Sr.Martins todos os dias passava no quiosque. Cumprimentava, perguntava pela família e pelo negócio e no final, invariavelmente, dizia "Quero o Jogo! Levava também o seu maçito de cigarros e abalava, até ao dia seguinte. E assim foi até que chegou o dia fatal. Depois do diálogo rotineiro, o sr.Martins sai-se com o discurso: "Oh jovem! Vou-lhe propor o seguinte: eu todos os dias levo o Jogo e os cigarros. Você aponta aí numa folhinha e no final do mês eu pago isso. Acedi ao pedido do sr. Martins. Aos poucos, fui esquecendo o episódio. Até que, chegado o dia um, dou conta que o sr. Martins falta ao encontro diário. Dia dois, idem. E assim. A minha esposa ainda me tentou "animar": "Se calhar morreu...". Ao que eu respondi: "NO DIA 1????" O sr.Martins não morreu. Aguardando ansiosamente que esta história tenha uma segunda parte, finalizo informando que o verdadeiro nome do sr.Martins é... sr.Martins!


De timarroquina a 22 de Outubro de 2006 às 21:07
Caro Ardinário, agora que já todos sabemos o seu nome, graças ao interessantíssimo artigo do Público, e tivemos acesso a uma imagem( ainda que meio desfocada !)do seu rosto,não teme que se desvende o seu mistério? Quer dizer, o do seu anonimato!...Claro que ainda ficou por saber o local onde se situa o seu quiosque...
Acho que tem uma imaginação fabulosa e um óptimo sentido de humor, como alguém já comentou, conta histórias como ninguém... se uma das coisas que ainda lhe faltam fazer é escrever um livro, sugiro que pegue nas crónicas que aqui escreve e avance!!!


De Filipe Leitão a 22 de Outubro de 2006 às 22:49
Tambem surgiu uma noticia deste blogue no Jornal da Manhã de Sábado na RTPN!

Pedro Silva, isto está-se a tornar um caso sério. Parabens!


De Filipe Leitão a 23 de Outubro de 2006 às 12:58
É impressão minha ou este blogue em pouco mais de três dias teve perto de 1000 visitas?


De Anónimo a 23 de Outubro de 2006 às 14:02
Escreveu o Público: "Por exemplo: na semana entre 6 e 13 deste mês os jornais que mais se venderam foram o Correio da Manhã e o PÚBLICO em segundo. O Record e A Bola foram terceiros e quartos. Logo a seguir veio o 24 Horas." É MENTIRA: o CM vendeu mais (146 jornais), depois foram o Record e a Bola (137), e o Público ficou em quarto (104). É da "referência"...


De Anónimo a 23 de Outubro de 2006 às 15:04
Secalhar o Ardinário referia-se às vendas no "seu quiosque" e não no país..., não acha sr. anónimo? Era exigir de mais que ele também dominasse essas cifras!!!!


De ardinario a 23 de Outubro de 2006 às 17:47
Cr... Timarroquina, o cerco ao quiosque começa a apertar. Quem conhece o meu nariz, reconheceu-me à primeira. Mais dia menos dia, a coisa sabe-se. Quanto ao livro, nem que se faça uma edição limitida, género caderno de argolas, para distribuir por familiares e amigos ;)


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