Quarta-feira, 30 de Julho de 2014

QUIOSQUE QUE LADRA NÃO MORDE

Segundo apuradíssimos cálculos que efectuei
durante as horas mortas nas últimas semanas, o material
que já deu entrada neste estabelecimento dá para encher
entre 1 e 29 campos de futebol. Só nos últimos 7 anos são
perto de 2,5 milhões de jornais, milhão e meio de revistas,
4 “quadrilhões” de maços de tabaco, largos milhares de
pastilhas, 3 sets de cozinha, 5 almofadas do Panda, um sem
número de fascículos do planeta agostini, meia centena
de guarda-chuvas, 2 casais de velhinhos que entraram
ao engano, 2 filhos, 3 sobrinhas, mais de 100 néctares de
pêssego, 4 sandes de leitão, 5 braços de gatuno, 0,0000007%
da população mundial de insectos, 3 pombas, e desde ontem
por volta das 15.30... um cão.
O cão vinha ao colo de uma cliente que se apresentou
para pagar umas facturas sem dinheiro na carteira. Com a
necessidade de levantar dinheiro na caixa multibanco mais
próxima surgiu o problema evidente de o fazer com um cão
ao colo.
Já me tinham pedido para guardar o Correio da Manhã,
a Caras ou o nº3 do Era uma vez o Homem. “Guarde-me aí
o cão, se faz favor” foi de facto a primeira vez.
A polivalência deste quiosque não pára de crescer.
É uma questão de tempo até fazer disto um albergue do
esquilo-anão do Bangladesh.

publicado por ardinario às 09:17
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Quinta-feira, 24 de Julho de 2014

Última hora!

Ontem foi um dia particularmente difícil na temática
“satisfazer o cliente na sua incessante busca por uma certa
e determinada marca de tabaco cujo nome lhe escapa mas
onde existem certezas absolutas sobre preço e cor”.
Começo pelo fim, ou seja, quando já passava das
7 e tinha todo o tabaco aprumadinho e arrumadinho para
hoje. Tirando o pormenor “última hora”, nada tenho contra
o cliente de última hora. No fundo, somos ambos “última
hora”. Está na minha última hora para ir à minha vida e
está na última hora da senhora para ir lá para a vida dela.
Estamos ambos com pressa, e urge chegar a acordo e fechar
negócio o mais rapidamente possível, para cada um ir à sua
vida.
A coisa empata-se quando o cliente de última hora não
sabe o que quer. Ou melhor, sabe. O que não sabe é colocar
a sua sabedoria em palavras. Aponta para um expositor de
tabaco outrora cheio de tabaco e agora tristemente vazio, e
só lhe sai:
– Vermelho, quero um vermelho... daqueles de 3,70€.
– Fácil, só há um (Vou ao caixote e estendo-lhe o
maço vermelho de 3,70€).
– Não é este...
– A 3,70€ só há este.
-  Mas não é este...
– Qual é?
– É o vermelho.
– Este é vermelho e custa 3,70€. Não há outro...
– Há, sim.
– Não há.
– Há. É vermelho. Não sei é o nome.
– 3,70€ e vermelho só o que lhe mostrei. Há um verde
a 3,70€. Mas é verde.
– Deixe ver.
(...)
– É este!
– Mas este é verde...
– É este, mas em vermelho.

Volto ao caixote. Não encontro. Vou a outro caixote.
Abro um volume novo, enquanto tropeço em tudo o que é
material que às 18.30 estava lá fora e agora, às 19.10, está
cá dentro. É vermelho e custa 3,70€. O cliente de última
hora estava certo e o dono de quiosque de última hora estava
errado. Também acontece. Gosto muito quando os meus
clientes, principalmente os de última hora, me dão uma lição
de última hora.

– Tinha razão, peço desculpa. Aqui está.
– Olhe, afinal dê-me um daqueles pretos. Quanto
custa?
– 3,80€.

publicado por ardinario às 10:31
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Sexta-feira, 18 de Julho de 2014

O CURSO DE LÍNGUAS E O ROCK AND ROLL

Há tempos dei aqui conta de um novo fenómeno matinal que rapidamente virou rotina. Protagonista: um indivíduo que em 2009 completou uma colecção de um curso de línguas distribuído com o Jornal de Notícias. Fenómeno: o indivíduo anseia por uma nova colecção de línguas distribuída com o Jornal de Notícias. Todos os dias. Todo o santo dia aproxima-se deste tasco e solta a pergunta que o persegue, desde que em 2009 completou uma colecção de um curso de línguas distribuído com o Jornal de Notícias: “Chegou algum novo curso de línguas com o Jornal de Notícias?”. Perante um redondinho e repetitivo “não”, a dar cartas desde 2009, seria expectável alguma desilusão estampada no rosto do indivíduo. Nada disso. O desejo de coleccionar um curso de línguas com o Jornal de Notícias regressa ainda com mais força no dia seguinte, acompanhado de um sorriso e expectativa ainda mais largos que no dia anterior. E desde ontem, pela mesma hora de sempre, com novo desejo difícil de concretizar: “E colecções do Rock and Roll, chegou alguma coisa?

Desconheço o que terá falhado com a colecção 2009. É certo que não o deixou 100% satisfeito. O seu português continua perfeito. O inglês, francês e alemão, uma incógnita por desvendar. O maior medo é chegar o dia em que o Jornal de Notícias lança nova colecção de línguas e o indivíduo cuspir qualquer coisa como “é só para dizer que não estou interessado, já fiz a colecção de 2009”.

 

publicado por ardinario às 16:08
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Terça-feira, 15 de Julho de 2014

Lisete vs Meu lindo

Lisete - Oh meu lindo... coisinha mais fofa! Veio ajudar o papá, foi?... É o papá, não é? Ah, a Lisete viu logo. Sabes que a Lisete não se engana nestas coisas. Sabes como a Lisete faz? A Lisete vê pelos teus olhitos. Vê-se logo que tens o olhito do papá. Como é que te chamas, meu lindo?... Ah, nome tão lindo, é como o teu olhito mais lindo, minha fofura! Dá vontade de apertar essa bochecha, sabias meu lindo? Está de férias, o pequenino, não é, meu filho? Veio ajudar o papá, tão lindo. Não chateia o papá, não, meu lindo? Sabes que a Lisete também deixava as suas filhinhas mais lindas ajudar no café, sabias, lindo? Agora já não, estão as duas grandinhas, já não querem saber. E a Lisete também já não tem o café... Mas elas gostavam muito, então a mai nova... ai meu lindo, tu não queiras saber... Ah, que saudades das minhas filhinhas assim pequeninas, a ajudar a mãe. Mas não ligues, meu filho, é a Lisete que é tola, não é meu lindo?
Meu lindo - É.

publicado por ardinario às 17:48
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Quinta-feira, 10 de Julho de 2014

Vai dar banho ao Panda!

Estou com problemas no quiosque e preciso da vossa ajuda. Ou melhor, o quiosque está com problemas e eu, como pessoa alta e fofinha responsável pelo gajo, levo por tabela. Chegou pois a altura de fazerem algo por nós os dois, se não for muito incómodo.

Hoje eu e ele recebemos, juntamente com alguns jornais e outras tantas revistas, algo grandioso e que ocupa um espaço para lá do aceitável. Ele, o quiosque, é pequenino e estaladiço, e eu sou alto e fofinho (já tinha dito?). Logicamente, esta conjugação antagónica de grandezas e propriedades tácteis interfere negativamente na minha personalidade ambulante.

O objecto grandioso que me está a tirar o espaço e o sono traz o carimbo habitual dos objectos grandiosos que cá vêm parar: Panda, esse ser obeso e monocromático que anda a infernizar a vida dos criadores de criancinhas deste país de há mais de uma década a esta parte.
E o que temos desta vez? Uma almofada do Panda? Uma tenda do Panda? Uma máscara do Panda? Um biquini do Panda? Não. Desta vez temos em nossa posse 4 lindas pranchas de bodyboard do Panda. Podia ser pior, é justo dizê-lo. Vamos acreditar que o Panda não se aventurará pelo windsurf ou pelo parapente. Mas nunca fiando, que estudos indicam que os pandas se tornam mais radicais com a idade.

Portanto, caros amigos, o que vos peço é muito simples. Vamos fazer um esforço conjunto e avançar para a venda da prancha do Panda em tempo record? Vamos buscar forças à estratosfera e nove euros e noventa à carteira para que as pranchas bazem, desopilem, dêem o fora, ou, como se costuma dizer em nepalês... यहाँ चले प्राप्त ?
Vamos! Obrigado e tudo de bom.

publicado por ardinario às 10:36
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Quarta-feira, 9 de Julho de 2014

PERSONAL TRAINER DE CARREGAMENTO DE TELEMÓVEIS

Muito poucos seres humanos têm noção da polivalência necessária para enfrentar os cerca de 7.500 clientes que diariamente passam por este quiosque. Oferecer um jornal em troca de 90 cêntimos acaba por ser, contas feitas, a mais básica e menos exigente das funções a que este senhor se sujeita a troco de um miserável salário de 5.200 euros mensais.
Conselheiro para vidas mais ou menos difíceis, comentador desportivo e da vida alheia, prestador de informações preciosas e, brasileiramente falando, arrumador de trocos, são algumas das competências primárias que a clientela espera de alguém como a minha pessoa.
Mais recentemente passei a acumular igualmente as funções de personal trainer de carregamento de telemóveis. Para já só tenho um cliente. Mas dos grandes, daqueles que felizmente só aparecem de 5 em 5 anos. O serviço é oferta da casa.


Uma vez por semana o ritual repete-se. O cliente chega à banca. O cliente pousa as suas compras em cima das revistas, chegando até ao crime de ocultar os seios da senhora da capa da Playboy. O cliente espalha todo o conteúdo da sua carteira em cima das suas compras, que por sua vez estão em cima das revistas, que por sua vez tapa os seios da senhora referenciada acima (já tinha dito?). Por entre variadíssimos e úteis objectos de senhora, estão também 3 telemóveis, que exigem ser carregados com uma certa quantia. Quanto? O cliente não sabe. Tem os números dos telemóveis? O cliente não tem. Os telemóveis estão ligados? Não, mas o cliente sabe que não estão ligados. E o cliente sabe ligar os telemóveis? Não sabe. Mas tem os PINs? O cliente tem, mas não sabe deles. Mas tem. E sabe procurar por entre a feira da ladra que se instalou por cima dos seios da senhora da Playboy? O cliente sabe. Agora já temos PINs? Sim, já temos. E 5 minutos mais tarde já temos também os números para carregar? Sim, mais minuto menos minuto. E com quanto carregamos? O cliente não sabe. Quem decide? O personal trainer de carregamento de telemóveis: "Não sei, veja lá o senhor, que tem experiência nestas coisas".
A vida é bela, mas podia ser mais simples.

 

publicado por ardinario às 09:39
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Segunda-feira, 7 de Julho de 2014

A CONVIDATIVA PORTA DOS FUNDOS

Durante esta espécie de verão que nos assaltou, não é de todo descabido abrir a porta das traseiras de quando em vez. Ajuda à circulação de ar fresco e oferece-nos uma panorâmica única sobre as pombas que habitam a praça. Ao mesmo tempo provoca fortes correntes de ar que afastam os infiéis da leitura abusiva e convida os mais curiosos a penetrar o quiosque pela porta dos fundos.

Regra geral, este engano é corrigido rapidamente. As pessoas apercebem-se que dentro de um quiosque só há espaço para o rei do quiosque.

As pombas têm mais dificuldade em entender estas leis, e nada melhor que um subtil pontapé para colocar as coisas no seu devido lugar.
Temos também uma terceira espécie. São aquelas pessoas que tinham tudo para ser pombas, mas que um piedoso acto de misericórdia de última hora de Nosso Senhor Todo Poderoso as impediu de vestir penas no lugar de pêlos. De qualquer forma, Ele não anda aqui a brincar, e decidiu equipar esta gente com um cérebro de pomba. Ontem recebi um casalinho deles. Até que nos entendemos bem. Criticaram a desarrumação. Concordei. Consideraram escasso o espaço livre. Não poderia estar mais de acordo. Expliquei que era eu o rei do quiosque e como tal o único ser humano autorizado a permanecer dentro do escasso espaço livre. Compreenderam. E abalaram, sem ser necessário o subtil pontapé da praxe.

 

publicado por ardinario às 09:41
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Sexta-feira, 4 de Julho de 2014

E se ele se atirasse a um poço, tu também te atiravas?

“E se ele se atirasse a um poço, tu também te atiravas?”. Quem nunca ouviu esta pergunta em forma de ralhete que se atire a um poço. Ao longo da minha vida fui obrigado a responder a esta questão vezes se conta. Isto significa que as pessoas ou desconfiam das minhas companhias ou temem que se me atiro para dentro de um poço tenho poucas probabilidades de me safar. Esta falta de confiança na minha pessoa deixa-me triste. E deprimido, ao ponto de pensar várias vezes em acabar com o sofrimento, atirando-me para dentro de um poço.

Sábado à tarde de um dia quente de Junho. Dentro do quiosque executam-se as tarefas indicadas para um típico sábado à tarde de um dia quente de Junho, enquanto se assiste a um importantíssimo jogo do Mundial (não me perguntem qual, todos os jogos do Mundial são de extrema importância). Ao longe, surge um potencial cliente em direcção ao quiosque. Passa por um ex-potencial cliente, finta outro ex-potencial cliente, e caminha isolado em direcção à banca do quiosque, onde se prepara para um frente-a-frente com o guarda-quiosques deste quiosque, eu próprio. E remata:

A minha mulher atirou-se a um poço. No fim-de-semana a minha mulher atirou-se a um poço. Na 2ª feira apareceu no jornal: “Mulher cai a um poço”. Ora, essa mulher, que é a minha, não caiu no poço. A minha mulher ATIROU-SE ao poço! ATIROU-SE!! Eu não vi, mas sei. Ninguém viu, mas eu sei. Aquele poço não dá para ninguém cair. Aquele poço é um poço para quem se quer atirar a um poço. Portantos, eu queria o jornal de 2ª feira. Queria o jornal de 2ª feira para mostrar à minha mulher que o que vem no jornal é mentira. Tem o jornal de 2ª feira?

publicado por ardinario às 13:20
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Quinta-feira, 3 de Julho de 2014

Mais que as mães

Pela primeira vez na minha carreira vou cometer o atrevimento de escrever uma crítica literária. Até à hora em que escrevo estas linhas, o mais elaborado que consegui ao analisar a categoria de um livro andou entre o “é fixe”, o “lê-se”, o “muito bom, pá” e o “só cheguei à página 32”. Por conseguinte, tudo o que for escrito daqui até ao fim do texto, apesar de ser da minha responsabilidade, não leva com a assinatura “crítico literário”. Fica o aviso.

Devo alertar que a autora do livro que dentro de breves momentos será alvo da minha mão de ferro, é minha amiga. Não esperem por isso por uma crítica 100% imparcial, devendo para tal retirar 10% à imparcialidade que caracteriza uma típica crítica literária.
Devo ainda alertar que o livro cuja autora é minha amiga está à venda no quiosque cujo proprietário é o próprio crítico literário. Não esperem por isso por uma crítica 90% imparcial, devendo para tal retirar outros 10% à imparcialidade actualizada segundo a tabela em vigor.
Avisos feitos, seguimos então para uma “crítica literária à chefe”, com um teor de imparcialidade a rondar os 80%.

Mais que as mães” é o título do livro. Para mim é o livro da Joana. Ou, à medida que as páginas vão passando, o livro do Tommy, do Ti e da Tê. São estes 3 artistas os personagens reais, bem reais, das cerca de 250 páginas que se lêem com uma pern... com um filho às costas. Eu leio-o com dois filhos às costas, sem ordem programada, com tendência para repetir histórias 3 ou 4 vezes (o “dispaiate” e o “molho de porquinho bébé” são os preferidos) até um deles ou o pai deles perder a batalha contra o sono.
Devo salientar que a concepção não foi deixada ao acaso. Ou seja, geneticamente a coisa foi bem distribuída pelos 3 T's. Há traços de personalidade bem distintos, sendo quase impossível ao leitor não mostrar alguma preferência pelos episódios desta, daquela ou daqueloutra criança. Não querendo de forma alguma interferir com a sua futura leitura, caro leitor, deixo no ar uma pequena pista quanto ao meu “cromo preferido”: começa por T.
A quem se dirige o livro da Joana? A qualquer um, dos 6 aos 99 anos, que consiga apreciar o traço de uma criança, desde o seu lado angélico e inocente até à inevitável malvadez. Extremamente bem escrito, sempre acompanhado de uma pitada de bom humor, o livro da Joana é muito mais que um livro sobre as travessuras dos seus filhos. É o convite para um divertido salto ao mundo de uma família em que eles são mais que as mães. Muito bom, pá!


publicado por ardinario às 16:28
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Quarta-feira, 2 de Julho de 2014

Chuva em Julho, livro em Agosto

publicado por ardinario às 12:09
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