Quinta-feira, 30 de Outubro de 2008

Miminhos para mim

O melhor cabaz de todos os tempos, na Fnac:

Isto



Mais isto



E especialmente isto



E por causa de tudo isto, o meu tempo livre vais ser dispensado para... tudo isto. Ou seja, isto do blog vai sofrer as consequências. A não ser que... bem, é certinho que algum maluco me irá fazer regressar aqui rapidamente.
publicado por ardinario às 12:24
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Terça-feira, 28 de Outubro de 2008

Taxombas

Há duas espécies de seres vivos que me entram pela porta das traseiras do quiosque sem a respectiva licença: pombas e taxistas.

As pombas entram quando está vento norte, atraídas pelas migalhas que voam cá para dentro, e já são poucas as que não conhecem o meu pé canhão, pelo que o fenómeno vai rareando nos dias que correm. Animais inteligentes, estes. Além disso estabelecemos de há uns tempos para cá um pacto silencioso em que eu não importo muito que elas invadam o meu espaço comercial desde que não desarrumem nada e não tragam cocó de cão agarrado aos pés, e em que elas não se importam muito que eu nos tempos mortos pratique um pouquinho de lançamento da beata. Levo 1 em 17 este mês, não pensem que é fácil.

Os taxistas entram quando está vento norte, sul, este, oeste quando não está vento, quando está sol, chuva, trovoada, tempestade tropical, ou quando há ciclones e tsunamis… e simultaneamente lhes falta tabaco ou saldo no telemóvel. Os taxistas, quer queiram quer não, são pessoas, e o meu pai sempre me disse que não se deve pontapear pessoas, mesmo sendo taxistas. E faça-se justiça aos taxistas desta praça: dois em cada dez são óptimas pessoas e não merecem uma única palavra mais ofensiva deste parágrafo. À semelhança das pombas, também estabeleci um pacto silencioso com esta espécie: eu não me importo muito que eles invadam o meu espaço e me apanhem a desfolhar a Playboy, desde que não tragam cocó de pomba agarrado aos sapatos, e eles não se importam muito de olhar pelo quiosque durante a noite e reportar de manhã coisas como “ontem andaram aí uns tipos à volta da fechadura, você devia colocar uma grade” – que eu coloquei – ou “estive a pensar que você poderia colocar uma marquise para ficar com um espaço maior, assim sem ninguém dar por nada” – que não coloquei porque me faltam 1250 euros e um tomate para completar os três necessários para uma operação desta natureza.

Está assim dado o mote para um daqueles episódios difíceis de esquecer, embora ainda agora tenha dúvidas se não seria para os apanhados. Eu bem que senti movimentações atrás dos arbustros, mas cá vai.

Bem. Domingo de manhã, razoável afluência do público e um sol radioso sem vento. Ou seja, tinha mais probabilidades de ser incomodado por um taxista que por uma pomba. Assim foi. O taxista aborda o interior do quiosque, e ao seu lado está um inconfundível jovem de nacionalidade não portuguesa, com um ar abatido.

Ouve lá, vê lá se percebes o que é que este bife quer, que eu de estrangeiro não pesco nada”.

Sir, i went to one of those houses… you know… (…) those houses… ok, i payed to fuck. I was so drunk I couldn’t remember anything and I woke up this morning without my wallet, my passport and my cell phone. I want to go back to the house and get my things back. And don’t ask me where is it because I can’t remember how did I get there”.

Então temos uma situação que é a seguinte. Este rapaz foi a uma casa de meninas e…”

Foi onde??”

Peço desculpa, foi a uma casa de putas e estava com uma bebedeira tal que não se lembra como foi lá parar e como saiu de lá. Mas lembra-se que quando acordou, sabe-se lá onde, não tinha carteira, passaporte e telemóvel. Agora quer regressar a essa casa e recuperar as suas coisas”.

É fácil, só há uma casa de putas na Figueira. Pergunta-lhe se é da cor tal, no caminho para tal e cheia de árvores e miúdas à volta”.

Maybe. I wanna go there”.

Agora ninguém lhe abre a porta, só abrem por volta das 9.30 da noite”.

Chega ao local o taxista nº2, que me obriga a reportar a situação.
O seu diagnóstico é claro:

É fácil, só há uma casa de putas na Figueira. Pergunta-lhe se é da cor tal, no caminho para tal e cheia de árvores e miúdas à volta e tal”.

Ele diz que talvez. Quer ir lá já ver se recupera as suas coisas”.

Agora ninguém lhe abre a porta, só abrem por volta das 9.30 da noite”.

Já lá vinha o taxista nº3 mas eu fui vender Records.
publicado por ardinario às 01:29
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Sexta-feira, 24 de Outubro de 2008

Exercícios artísticos do mundo dos quiosques

Se ainda houver um daqueles concursos de tentar enfiar o maior número de elefantes dentro de um Mini, eu entro. Entro porque me sinto com uma capacidade fora do normal para arrumar material de grande envergadura em espaços manifestamente pequenos.
Neste preciso momento, 25% da capacidade do quiosque é ocupada por 130 livros de uma colecção intitulada "Tesouros artísticos do mundo". É uma colecção tão espectacular que já vai na 4ª edição (lê-se 4ª tentativa de impingir a quem quer que seja) e duvido que mais de 17 pessoas tenham feito a colecção até ao fim. Pois bem, desta vez a malta espectacular da Asco esmerou-se e decidiu oferecer o espectacular 1º volume na compra de... qualquer coisa, disseram eles. Levei muito a sério este "qualquer coisa, disseram eles" e até o Joãozinho levou o 1º volume juntamente com a Bubbalicious de morango. Em duas horas despachei 65 livros de capa grossa.
Fui castigado, obviamente.
Hoje chegou o 2º volume, a 9,95€ a peça, com oferta do 3º volume. 65 exemplares, o que dá 130 volumes de capa grossa. Conto não vender nenhum, ou até mesmo nenhum, quem sabe. Mas está bonito o quiosque. Todo azul e branco, a cor preferida do João Pinto.
publicado por ardinario às 12:49
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Quinta-feira, 23 de Outubro de 2008

Direcção Geral das Pescas e Agricultura

Vou tentar explicar o telefonema que ontem fiz do quiosque para a Direcção Geral das Pescas e Agricultura. O senhor Alfonso Salgueiro, espanhol natural de Pamplona, vem cá uma vez por ano plastificar a sua licença de pesca, emitida e paga por Multibanco. Vou passar a palavra ao senhor Alfonso, que ele é menino para explicar isto melhor que eu.

O cabrão do português do quiosque, em vez de tirar primeiro uma fotocópia à licença, pôs-se a plastificar o original. Resultado: a plastificação absorveu a tinta do papel térmico e fiquei sem licença de pesca. Felizmente teve o bom senso de conseguir o telefone da Direcção Geral das Pescas e Agricultura e tentar explicar o problema. A senhora que o atendeu riu-se e lá lhe explicou que o senhor Alfonso, que sou eu, teria que se dirigir ao Multibanco e pedir uma 2ª via, que foi emitida no momento.”

Ontem deve ter sido uma galhofa lá na Direcção Geral das Pescas e Agricultura.
publicado por ardinario às 11:01
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Quinta-feira, 16 de Outubro de 2008

Um fulano ganha vontade

Um fulano ganha vontade de abandonar a entrega de jornais ao domicílio depois de receber 80 moedas de 1 cêntimo por um Correio da Manhã. Depois a vontade passa, no caminho de volta para o quiosque, quando um fulano se habitua ao chocalhar do cascalho a cada passo que dá, imaginando até a pouca vergonha que se passará naquela orgia de pretas do bolso direito das calças.
publicado por ardinario às 12:07
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Sábado, 11 de Outubro de 2008

COH

Continuo a achar muito estranho que não liguem patavina aos sinais que aqui vou colocando e que dão conta da forma como parte do povo está a lidar com o semi pânico financeiro. Então eu vou explicar mais uma vez, que é para quando isto desabar de uma vez por todas, não me acusarem de não ter alertado para estas coisas tão simples. Atenção por isso ao próximo parágrafo.

Não tenho feito outra coisa senão ir ao banco buscar moedas. Pela primeira vez entrei em pânico profundo, ao constatar que não me sobravam moedas de 50 cêntimos nem de 1 euro. Ou seja, bastavam 3 records serem pagos com uma nota de 5 euros para me arruinarem o stock de moedas corrente. Só um milagre me impediu ter que abandonar a loja, pois a senhora minha mãe andava perto. Portanto, sinal nº1: as pessoas estão cheias de notas na carteira e cheias de moedas em casa. Não é preciso dizer mais nada, pois não? O próximo parágrafo também é capaz de ser giro.

Os diários económicos estão a vender que nem loucos. Há pessoal a levar a Maria e o Jornal de Negócios. A TV Guia e o Diário Económico. Não digo mais nada, que eu não tenho feito outra coisa senão observar fenómenos comportamentais extremamente importantes para o desenrolar da crise. E ir ao banco buscar moedas.

E tenho 212 posts para ler no google reader. Que chatice. Para a semana também não vou andar por aqui porque vou estar muito ocupado a observar o comportamento da COH.
publicado por ardinario às 10:56
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Sábado, 4 de Outubro de 2008

Uma patifaria do Correio da Manhã e do Jornal de Negócios

publicado por ardinario às 21:23
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Quinta-feira, 2 de Outubro de 2008

Especulação cor-de-rosa



Não são dados oficiais (aliás, desde que sózinho consegui levar o petróleo aos 140 dólares que não especulava tanto), mas dá para ter uma ideia do que está a acontecer a este segmento. Pela moeda antiga, a Maria custa 130 paus e as restantes entre os 250 e os 270 paus. O resto está no gráfico.

Nos States os primeiros indícios que mostravam o que aí vinha terão começado - cá está a especulação - precisamente em gráficos como este: pessoal que deixou a New People e a Faces em detrimento da Mary.

É muito provável que isto seja um tremendo disparate - lá estou eu a especular, porra que isto é viciante -, mas nestas coisas já se sabe como é: vão ter que mo provar, até porque deixei um gráfico bem bonitinho. Tão bonitinho que vou colocar um auto-link para este post. Aqui.
publicado por ardinario às 11:34
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